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dois dias

DUPLOve

Lançamento ZDB, 18 de Junho, 18h30
Livro de desenhos de Mattia Denisse 
com traduções gráfico-literárias de Rui de Almeida Paiva e Sofia Gonçalves.

Duplo Vê — O Tautólogo é um dos tentáculos do projeto Duplo Vê, que se compõe também pelo site dupluvedupluvedupluve.com e pelas exposições apresentadas na Casa das Histórias – Museu Paula Rego (29 de setembro a 13 de novembro de 2016) e Galeria Zé dos Bois (22 de abril a 24 de junho de 2017). 
 
Duplo vê é essencialmente um livro de desenhos e, ao mesmo tempo, o nome em extensão da letra W (inspirado no título de George Perec, W ou les souvenirs d’enfance) e também o “duplo ver” de um Deus vesgo. Duplo vê, O Tautólogo (nome dado ao demiurgo criador da tautologia) poderia ter um outro subtítulo: “Ensaio sobre o estrabismo de Deus”.

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“Toda a obra literária está, a cada instante, exposta à iniciativa do leitor. A cada instante, ele pode reagir à sua leitura efectuando substituições que afectam ou o detalhe da obra ou a sua evolução.”

Paul Valéry “Advertências” in Fragmentos narrativos

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Um diário chega a casa, algures, num bairro de Lisboa, e põe-se a existir. Os dias sucedem-se. São anotados. Num desses dias lemos: “Eis um diário. Não é mais que isto. É procurar, em consciência, uma palavra e depois outra e depois outra.

“Arroios. Diário de um diário”
de José Maria Vieira Mendes
design: Ana Teresa Ascensão

Leitura por Paula Sá Nogueira e André e. Teodósio

Lançamento livro:
Rua das Gaivotas 6 (Rua das Gaivotas, 6 — 1200-202 Lisboa), 19h

EfeitoKuleshov3A DOIS DIAS e a plataforma editorial AMOR-LIVR’O têm o prazer de te convidar para o lançamento do livro

EFEITO KULESHOV

no SALÃO IDEAL (Rua do Loreto 13, sobreloja do Cinema Ideal, ao Camões), às 19h de sexta-feira, dia 10 de Outubro. 

O livro será apresentado por João Botelho, a que antecede uma leitura por Raquel Castro. Estarão presentes os autores e os editores, para partilhar o processo de um livro em plena admiração pela edição cinematográfica e pela forma como vemos imagens. EFEITO KULESHOV busca transpor para o formato de um livro mecanismos que são íntimos do cinema.

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100 exemplares numerados

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Lev Kuleshov, cineasta Russo (1899-1970), mostrou a importância da edição (montagem) enquanto ferramenta essencial no cinema. Utilizando esta técnica percebeu que o significado de uma sequência de planos pode depender apenas da relação subjetiva que cada espectador estabelece entre imagens ou planos que, isoladamente, não possuem qualquer sentido. Uma das suas experiências cinematográficas consistiu em intercalar o plano onde surgia um actor inexpressivo com os planos de um prato de sopa, de uma criança num caixão e de uma mulher semidespida. Como resultado, apesar do plano do actor ser sempre o mesmo, a audiência encontrou no rosto do actor a expressão de fome, de piedade e de desejo.