Quase sempre em frente, quase nunca um verso

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Durante o próximo fim-de-semana — dias 19 e 20 de fevereiro — a Dois Dias apresentará um conjunto de 18 novos cartazes na exposição your body is my body — o teu corpo é o meu corpo (a decorrer no Museu Coleção Berardo) no âmbito do programa Veículo de intimidade — hoje.

Na colecção de cartazes de Ernesto de Sousa, motivou-nos um conjunto significativo de cartazes com frente e verso, excepções à anatomia elementar de um cartaz e ao seu esquema cultural e retórico. Se a frente do cartaz é quase sempre pública, o verso é quase sempre privado; se a frente é enfática, sintética, eficaz, o verso é um lugar inusitado, ignorado, poético, onírico, disfuncional; se a frente é um «rectângulo de apelo», o seu verso contém uma mensagem silenciosa.
Partimos em busca do que está em silêncio.
No verso do cartaz da representação brasileira da Bienal de Veneza de 1982, do artista Tunga, encontrámos a expressão “DIREITO AO REVERSO”, que serviu de ignição a três conversas. Os cartazes agora apresentados são o registo e a tradução das conversas que tivemos com três cúmplices: António Brito Guterres, Joana Bagulho e Patrícia Portela.
Este é o nosso elogio breve ao verso.

(Obrigada Inês Castaño, Luísa Metello Seixas e Isabel Alves pelo convite e belíssimo programa. Os nossos agradecimentos estendem-se aos nossos três cúmplices.)

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